No dia 19 de agosto de 2026, das 9h às 18h, a Serv-End Indústria e Comércio estará na 4ª Jornada Técnica do Conhecimento em Inspeção (JTCI), no Milenium Centro de Convenções, Rua Dr. Bacelar, 1043, Vila Clementino, São Paulo. Nossa equipe fica na Área de Relacionamento do evento, promovido pela Abendi.
É um dia só. Quem quiser ver o equipamento montado e testar com a própria mão precisa passar na quarta.
E o assunto que a gente leva não é só equipamento. É uma conclusão que ficou clara nos ensaios práticos apresentados pelo Eng. José Carlos Paioli e que muita gente ainda não incorporou ao procedimento:
Em inspeção por partículas magnéticas com yoke a bateria, o consumível não é acessório. Ele é metade do ensaio.
Yoke de corrente contínua com o banho errado entrega resultado fraco. Yoke de corrente contínua com banho pronto em aerosol, base óxido, em óleo mineral, entrega detecção de descontinuidade subsuperficial em campo aberto, sem tomada, com rapidez e custo que nenhum outro arranjo alcança. Essa é a matéria.
O problema real: inspeção onde não existe energia elétrica
Plataforma, duto em faixa, tanque, estrutura em canteiro, subestação, região remota. O inspetor chega, precisa fazer partículas magnéticas e esbarra sempre nos mesmos dois obstáculos: não tem rede elétrica e não tem estrutura para preparar banho.
O primeiro obstáculo derruba o yoke convencional de 220 V. O segundo derruba o banho preparado em tanque, que exige agitador, bomba, controle de concentração, decantação em pêra centrifugadora e uma bancada que simplesmente não existe naquele lugar.
Diante disso, muita equipe desiste do método e troca para líquido penetrante. Troca cara: o LP enxerga apenas o que está aberto na superfície. Tudo o que está abaixo dela some do relatório.
A saída é combinar duas coisas que foram feitas para trabalhar juntas.
Os banhos prontos em aerosol: por que eles mudam o jogo
Banho pronto de partículas magnéticas via úmida, em aerosol, é o consumível que torna a inspeção de campo viável de verdade.
Não exige tanque. Não exige agitador, não exige bomba, não exige recirculação.
Não exige controle de concentração no local. A concentração já vem definida de fábrica, o que elimina uma variável clássica de não conformidade em auditoria de procedimento.
Não exige energia elétrica. Nada no banho depende de tomada.
É rápido. Aplicação direta sobre a peça, na posição em que ela está, inclusive em posição vertical e sobre cabeça, onde banho de tanque simplesmente não se sustenta.
Cabe na mochila. O inspetor sobe no andaime com o yoke a bateria de um lado e os aerossóis do outro. O conjunto inteiro de inspeção vai junto com ele.
Some isso ao yoke alimentado por bateria de 12 V e você tem um sistema completo de partículas magnéticas que funciona em qualquer lugar. Sem gerador. Sem extensão. Sem bancada.
A parte técnica: por que base óxido e por que óleo mineral
Aqui está a razão física da escolha do consumível, e ela vem do comportamento do campo magnético gerado por corrente contínua.
A corrente contínua de bateria produz um campo com forma de onda similar à da corrente contínua retificada de onda completa trifásica. No osciloscópio o sinal aparece praticamente plano. Isso significa campo magnético com baixo poder pulsante.
O baixo poder pulsante tem duas consequências, e é preciso entender as duas.
A favor: o campo penetra. Não fica confinado na pele da peça como acontece na corrente alternada, que sofre efeito pelicular. O fluxo alcança a subsuperfície e o interior do material. É isso que permite detectar o que não aflora.
Exigindo atenção: campo pouco pulsante reduz a mobilidade das partículas magnéticas sobre a peça. No yoke CA, a pulsação do campo praticamente movimenta as partículas e ajuda elas a caminharem até o campo de fuga. No CC isso não acontece na mesma intensidade.
A compensação vem do consumível. E são duas escolhas, não uma.
Escolha 1: partícula base óxido
Partículas base óxido são diferentes das base ferro em três características que importam:
- Formato filamentar, que facilita a formação de dipolos e o encadeamento de partículas sobre a descontinuidade
- Granulometria menor, que permite acúmulo em descontinuidades finas, aquelas que a partícula grossa ignora
- Melhor capacidade de agrupamento na região dos campos de fuga
É a base óxido que sustenta a detecção de descontinuidade até 4 mm abaixo da superfície com o yoke de corrente contínua.
Tem um custo, e é honesto declarar: a partícula base óxido leva mais tempo para formar o acúmulo do que a base ferro. Isso não é defeito, é parâmetro de procedimento, e se resolve com tempo de magnetização maior.
Escolha 2: veículo óleo mineral
Banho via úmida com óleo mineral dá mobilidade superficial melhor às partículas e compensa exatamente aquela perda de movimentação causada pelo campo de baixo poder pulsante. O ASME Seção V recomenda essa condição em processos de inspeção com yokes de corrente contínua.
O óleo ainda tem dois efeitos colaterais positivos em campo: não oxida a peça inspecionada e trabalha bem sobre superfície com película de óleo residual, que é o cenário real de manutenção industrial.
Assim como a base óxido, o veículo óleo puxa o tempo de magnetização para cima. De novo: parâmetro, não problema.
A regra prática que sai daí
Com yoke CC, aumente o tempo de magnetização em relação ao que você usa com yoke CA. Campo pouco pulsante mais partícula filamentar mais veículo óleo pedem isso. Quem magnetiza rápido demais joga fora a capacidade do equipamento e conclui, errado, que "yoke a bateria não pega".
A linha de banhos prontos Serv-End
Todos os produtos abaixo são banho pronto, via úmida, base óxido, em veículo óleo mineral, apresentação aerosol. É a condição recomendada para uso com yoke de corrente contínua a bateria.
| Código | Partícula | Cor | Aplicação |
|---|---|---|---|
| BSEV-300/O | SEV-300, base óxido | Vermelha, visível | Inspeção com luz visível, sobre contraste de fundo branco |
| BSEP-300/O | Base óxido | Preta, visível | Inspeção com luz visível, sobre contraste de fundo branco |
| BSEF-600/O | SEF-600, base óxido | Fluorescente | Inspeção com luz UV-A |
| BSEF-700/O | Base óxido | Fluorescente | Inspeção com luz UV-A |
| SEV-701 | Contraste de fundo branco | Branco | Obrigatório com as partículas coloridas |
Quando usar colorido e quando usar fluorescente
Coloridos (BSEV-300/O vermelho ou BSEP-300/O preto) com o contraste SEV-701. O contraste de fundo branco cria a superfície de referência que faz a indicação saltar aos olhos. É a condição mais prática para campo aberto, porque funciona com luz do dia e dispensa qualquer equipamento adicional de iluminação. Para a maior parte da inspeção de campo, é por aqui que se começa.
Fluorescentes (BSEF-600/O ou BSEF-700/O) com luz UV-A. Entregam sensibilidade maior, especialmente em descontinuidade fina, e são a escolha quando a especificação exige. Atenção a um ponto de logística que costuma ser esquecido: a inspeção fluorescente exige luminária de UV-A e condição de baixa luminosidade ambiente. Se a premissa do trabalho é "não tem energia elétrica no local", a luminária precisa ser de bateria e a inspeção precisa de sombreamento ou horário adequado. Vale planejar isso antes de subir.
O equipamento: yoke a bateria Serv-End SEY-101/A CC
| Característica | Especificação |
|---|---|
| Alimentação | Bateria recarregável 12 V, corrente contínua |
| Peso do aparelho | 3,9 kg |
| Dimensões do corpo | 215 mm x 58 mm x 80 mm |
| Área da sapata | 25 x 28 mm |
| Autonomia em uso intermitente | cerca de 150 minutos |
| Tempo de recarga plena | cerca de 360 minutos |
| Capacidade de levantamento | 13,5 kg (sapatas de 50 a 100 mm) e 22,5 kg (sapatas de 100 a 150 mm) |
| Núcleo | Encapsulado em resina resistente a impacto, boa dissipação térmica |
| Conjunto de fornecimento | Aparelho, bolsa tiracolo com bateria, plug de conexão e carregador |
Dois pontos que merecem registro honesto.
Ele é mais pesado que um yoke convencional de corrente alternada. A bobina do CC é mais robusta, e bobina robusta significa mais massa na mão do inspetor. Quem trabalha em posição forçada precisa saber disso antes de comprar.
A tensão de 12 V é ganho direto de segurança. Baixa tensão pesa muito em ensaio via úmida, onde o inspetor está com banho em óleo na mão, em ambiente frequentemente molhado, às vezes confinado. Trabalhar em 12 V em vez de 220 V muda a conversa com a área de segurança do cliente.
O que os ensaios comparativos mostraram
Todos os testes foram executados nas mesmas condições de produto e de procedimento, mudando apenas o equipamento: SEY-101/A CA em 220 V contra SEY-101/A CC a bateria em 12 V.
Corpo de prova retangular Serv-End SEP-004, com descontinuidades artificiais subsuperficiais longitudinais, transversais e em X, usando BSEV-300/O com contraste SEV-701. O yoke CC mostrou vantagem clara na detecção das subsuperficiais. E o detalhe que interessa ao inspetor: não perdeu as descontinuidades próximas da superfície, mantendo eficiência satisfatória. Não é troca de um problema por outro.
Padrão lâmina (shim) CX-230 / KSC-230 e CX-430 / KSC-430 e padrão moeda / disco da ABNT NBR NM 342, figura 8, ambos posicionados sobre o SEP-004 apenas para verificar a resposta do equipamento no padrão, com BSEV-300/O e SEV-701.
Peças reais, todas com defeitos conhecidos:
- Tubo sem solda, 500 mm de comprimento, diâmetro externo 115 mm, espessura 8 mm
- Tubo com três soldas (A, B e C), mesmas dimensões
- Chapa com solda em T a 90°, 500 mm de comprimento, chapa de 10 mm, cordão de 20 mm
Os ensaios rodaram nas duas condições de produto, fluorescente com BSEF-600/O e colorido com BSEV-300/O mais SEV-701, e nas duas posições de yoke, para varredura de descontinuidades longitudinais e transversais em relação ao eixo da peça e ao comprimento do cordão.
Os corpos de prova são da Serv-End e da JBS, os mesmos usados na preparação de inspetores para exame prático de PM Nível 2 SY e PM Nível 2 ES. Não são peças didáticas fáceis.
Verificação de campo e conformidade normativa
Antes de qualquer inspeção, o teste de levantamento de massa. Não é burocracia, é a comprovação de que o yoke está entregando densidade de fluxo entre as sapatas.
As normas ASTM E709, ASTM E3024, ASME Seção V Artigo 7 e ABNT NBR NM 342 estabelecem, para yoke de corrente contínua:
- 13,5 kg com espaçamento entre sapatas de 50 a 100 mm
- 22,5 kg com espaçamento entre sapatas de 100 a 150 mm
Tempo de levantamento entre 10 e 15 segundos. E a condição inegociável: a bateria precisa estar com carga plena. Bateria caindo derruba a força magnetizante e reprova um equipamento que passaria tranquilamente com carga cheia.
Sequência de preparação do conjunto
- Conectar o cabo do yoke ao plug fêmea que acompanha o equipamento, respeitando os terminais positivo (+) e negativo (-) da bateria de 12 V
- Conectar o plug macho do yoke ao plug fêmea da bateria, apoiar as sapatas em superfície ferromagnética, acionar o microinterruptor e verificar a força magnetizante
- Executar o teste de levantamento de massa no peso correspondente ao espaçamento adotado
- Confirmar carga plena da bateria antes de iniciar a inspeção
- Aplicar o contraste de fundo branco SEV-701, quando a inspeção for com partícula colorida, e aguardar a secagem
- Aplicar o banho pronto e magnetizar, respeitando tempo de magnetização maior que o usual de yoke CA
CA ou CC: como escolher sem errar
Yoke CA (SEY-101/A CA, 220 V) é prioritariamente para descontinuidade superficial. Alcança subsuperficial até cerca de 1,5 mm, desde que usado com banho via úmida base óleo e partícula base óxido. Depende de rede elétrica.
Yoke CC a bateria (SEY-101/A CC, 12 V) é prioritariamente para descontinuidade subsuperficial, até cerca de 4,0 mm, na mesma condição de banho via úmida base óleo com partícula base óxido, e mantém desempenho satisfatório em descontinuidade superficial. Não depende de rede elétrica.
Repare que a condição do consumível é a mesma nos dois casos. Base óxido em óleo mineral não é exigência só do yoke a bateria. É o que extrai o máximo dos dois equipamentos.
Resumindo: oficina com energia disponível e foco em superfície, o CA resolve. Campo aberto, sem tomada, ou especificação que exige alcance subsuperficial, o CC a bateria é o equipamento. E quando o cenário é campo sem energia, a comparação relevante nem é entre yokes: é entre fazer partículas magnéticas com bateria e aerosol ou trocar para líquido penetrante e perder toda a detecção abaixo da superfície. O ganho de custo-benefício aparece aí.
Perguntas frequentes
Por que usar banho pronto em aerosol em vez de banho preparado em tanque?
Porque em campo não existe estrutura para tanque. O aerosol dispensa agitador, bomba, recirculação e controle de concentração no local, funciona em qualquer posição da peça, inclusive vertical e sobre cabeça, e não depende de energia elétrica. Para inspeção em campo com yoke a bateria, é o arranjo mais rápido e de melhor custo-benefício.
Por que partícula base óxido e não base ferro no yoke de corrente contínua?
Porque o campo de corrente contínua tem baixo poder pulsante e reduz a mobilidade das partículas. A base óxido tem formato filamentar e granulometria menor, o que favorece a formação de dipolos e o acúmulo sobre descontinuidades finas, compensando essa condição.
Qual a diferença entre usar colorido e fluorescente?
O colorido (BSEV-300/O vermelho ou BSEP-300/O preto) trabalha com luz visível sobre o contraste de fundo branco SEV-701 e é o mais prático em campo aberto. O fluorescente (BSEF-600/O ou BSEF-700/O) entrega sensibilidade maior, mas exige luminária de UV-A e baixa luminosidade ambiente.
O contraste de fundo branco é obrigatório?
Com partícula colorida, sim. O SEV-701 cria a superfície de referência que dá contraste à indicação. Sem ele, a leitura fica comprometida.
O yoke a bateria detecta descontinuidade superficial ou só subsuperficial?
Detecta os dois tipos. A aplicação prioritária é subsuperficial, até cerca de 4 mm, mas os ensaios comparativos mostraram eficiência satisfatória também em descontinuidades próximas da superfície, desde que usadas partículas base óxido em banho via úmida com óleo mineral.
Quanto tempo dura a bateria do SEY-101/A CC?
Cerca de 150 minutos em operação intermitente, que é o regime real de inspeção. A recarga plena leva em torno de 360 minutos, e o carregador acompanha o conjunto.
Qual peso o yoke CC precisa levantar para atender às normas?
13,5 kg para espaçamento entre sapatas de 50 a 100 mm e 22,5 kg para 100 a 150 mm, conforme ASTM E709, ASTM E3024, ASME Seção V Artigo 7 e ABNT NBR NM 342, com tempo de levantamento entre 10 e 15 segundos.
Preciso mudar o procedimento ao trocar de yoke CA para yoke CC?
Sim. O tempo de magnetização deve ser maior, o banho deve ser via úmida com veículo óleo mineral e a partícula deve ser base óxido. Manter o procedimento do CA no CC é a causa mais comum de resultado insatisfatório.
Venha testar na JTCI
4ª Jornada Técnica do Conhecimento em Inspeção
19 de agosto de 2026, das 9h às 18h
Milenium Centro de Convenções, Rua Dr. Bacelar, 1043, Vila Clementino, São Paulo, SP
Serv-End na Área de Relacionamento
Leve sua dúvida de procedimento, sua peça problema, seu caso de campo que não fecha. Estaremos com o SEY-101/A CC e o SEY-101/A CA, os banhos prontos BSEV-300/O, BSEP-300/O, BSEF-600/O e BSEF-700/O, o contraste SEV-701, luminária de UV-A, padrões e corpos de prova montados para demonstração prática.
A Serv-End é a única empresa 100% brasileira especializada em soluções de alta qualidade para Ensaios Não Destrutivos, com mais de 30 anos de atuação em máquinas detectoras de trincas, sistemas de líquido penetrante, partículas magnéticas e uma linha completa de acessórios e consumíveis.
O trabalho técnico apresentado é de autoria do Eng. José Carlos Paioli, diretor e responsável técnico da Serv-End, sócio fundador da Abendi, PM Nível 3 SNQC 01533, Nível 2 ASNT em Partículas Magnéticas, com 50 anos de atuação em END.
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